Dia do lixo: vale a pena?

Começo esta coluna dizendo que sou a favor do dia do lixo, porém, as pessoas fazem de maneira errada. É recomendado que, uma vez na semana, se aumente as calorias da dieta em torno de 25 a 50% e duplique a quantidade de carboidratos. A ingestão calórica aumentada deve ser de carboidratos complexos de baixo índice glicêmico (ex: macarrão e arroz integrais, batata doce…).

Quando ocorre a ingestão desses carboidratos de alto índice glicêmico e gordos, a insulina sobe em picos, inibindo o fator de crescimento IGF-1 (é uma proteína de fator de crescimento que atua regulando o crescimento das células musculares em conjunto com a miostatina).

O crescimento muscular é estimulado pelo fator IGF-1 e limitado pela miostatina. Consequentemente, há diminuição da síntese proteica muscular, comprometendo a manutenção de massa muscular. Tudo depende do objetivo pessoal porque uma pessoa que nunca fez dieta e pretende iniciar, não deve cortar tudo drasticamente.

A quebra da dieta diária, mesmo que ela ocorra somente em um dia da semana, também pode atrapalhar o treinamento. O consumo calórico acima do normal pode prejudicar todo o esforço realizado durante a semana e os resultados propostos pela dieta não são alcançados.

Essa é a causa de muitas pessoas ficarem desmotivadas com o treino. Sem conseguir ver os resultados, acabam abandonando a dieta, e, por fim, a nutricionista que é ruim e não presta.

Sugestão:

A dica é reservar duas refeições, no final de semana, para poder se render aos alimentos calóricos. “Basta não exagerar. Comer de tudo um pouco faz parte da reeducação alimentar saudável”.

Muito cuidado com esse tal “dia do lixo”, pois pode causar transtornos alimentares como anorexia, bulimia ou compulsão alimentar, fiquem ligados.

Por Ívina Diniz – Nutricionista