Calistenia – uma técnica para moldar e reforçar o corpo

Imagine um esporte em que você, certamente, já deva ter praticado, ao menos, uma vez na vida, mas, ao ser questionado, provavelmente, relataria que nunca ouviu falar sobre. Trata-se da calistenia, que é uma prática que consiste em usar o próprio peso do corpo como forma de realizar exercícios, sustentando a estrutura e potencializando a força e resistência do praticante.

A palavra calistenia vem do termo grego “kallistenés” e significa cheio de vigor e força harmoniosa (kallós = belo, sthenos = força). Assim como qualquer outro esporte, a alimentação é uma condição aliada e importante no aprimoramento e desenvolvimento dos atletas. O norte-americano, Frank Medrano, é a principal referência do esporte. Por ser adepto ao veganismo, ele comprova que é possível ter um bom desempenho sem a exploração de animais e derivados com fins alimentícios.

Nas aulas de educação física, a execução calistênica é decorrida através de exercícios corriqueiros, por exemplo. Flexões e abdominais se enquadram na lista dos mais praticados. Contudo, antes da realização de tais exercícios, o aquecimento e alongamento devem ocorrer de forma extensa e precisa, a modo de preparar os músculos e articulações para os futuros movimentos. Praticantes mais avançados da modalidade, optam, às vezes, por otimizar os treinos com cargas extra-corporais, mas nunca sobrecarregando, a ponto de evitarem lesões.

Uma das características acentuadas do esporte é o fato dos movimentos serem compostos, ao contrário das atividades realizadas nas academias, em que costuma-se trabalhar a musculatura de forma isolada. Na calistenia, o corpo é trabalhado de forma ampla, tensionando e agrupando uma quantidade maior de músculos aos movimentos, o que acaba não sendo a forma mais adequada àqueles que almejam a hipertrofia de modo extremo.